Humans of Science: Bassam Atallah

(Photo: Marina Fridman)

Who are today’s scientists? Inspired by the project “Humans of New York”, Ar Magazine turns the spotlight on individual humans of science every month.

Name: Bassam Atallah
Lab: Systems Neuroscience
Project Title: Olfactory predictive coding – How expectations shape sensation

“Recently, my favorite quote is ´Life is full of contradictory ideas. Instead of asking which one is true, ask when each one is true’.

A year and a half ago I was in a motorcycle accident that left me hospitalized for a month. Near-death experiences like that – they change the way you look at the world about a lot of things. For me, the most powerful change was the realization that I had an absolutely amazing community of friends around me, who came together to take care of me in an incredible way.

But I also changed in other, more subtle ways. That month I was bedridden and intubated (and so unable to move or speak) for much of the time, so I had no choice but to focus my mental energy on how I was experiencing the world. This is not something that we tend to do much of. In fact it almost seems like focusing on how we experience the world is antithetical to the rational approach that western scientists favor and cultivate.

Scientists often average over the details of personal experience to learn about the fundamental components of different processes. We try to extract, in a rational and reproducible way, the principles of how thought happens from how individual people think. In general it is a very good approach, but it also has its limits. In that month I had no choice but to  learn to appreciate the experiential part of existing. It completely changed my sensitivity to my own body and by extension, all of my experiences. And now, I am trying to understand how to integrate that kind of understanding into my view of science. ”

Bass grew up in Cyprus before moving to the United States to study physics in university. He went to work as an engineer and then decided to do a PhD in neuroscience. Afterwards he moved to Lisbon, in 2012, to do a postdoc at the Champalimaud Centre for the Unknown in the Systems Neuroscience Lab. He speaks English, Greek, Arabic and Portuguese (less the last two than the first two). His hidden talent is smiling.

(Em português)

“Ultimamente , a minha citação favorita é: ‘A vida está cheia de ideias contraditórias. Em vez de perguntar qual delas é verdade, mais vale perguntar quando é que cada uma delas é verdade’.

Há um ano e meio tive um acidente de mota e passei um mês no hospital. Experiências de quase morte como esta mudam a nossa forma de olhar o mundo e muitas outras coisas. Para mim, a mudança mais profunda foi aperceber-me de que tinha uma comunidade de amigos absolutamente espantosa à minha volta, que se juntaram para cuidar de mim de uma forma incrível.

Mas também mudei noutros aspectos mais subtis. Naquele mês, em que estive a maior parte do tempo deitado numa cama e entubado (e portanto incapaz de me mexer ou falar), não tive outra opção senão concentrar a minha energia mental na minha experiência do mundo. Não é algo que façamos com frequência. De facto, quase parece que focarmo-nos na forma como sentimos o mundo é a antítese da abordagem racional que os cientistas ocidentais favorecem e cultivam.

Os cientistas  fazem frequentemente a média dos pormenores da experiência pessoal para perceber os componentes fundamentais dos diversos processos que estudam. Tentamos extrair, de forma racional e reprodutível, os princípios subjacentes ao pensamento a partir de como pensam diferentes indivíduos. De uma forma  geral, esta abordagem é óptima, mas também tem limitações. Naquele mês, fui obrigado a aprender a apreciar a experiência de existir. Isso alterou completamente a minha sensibilidade ao meu próprio corpo e por conseguinte, a todas as minhas vivências. E agora, estou a tentar perceber como integrar este tipo de conhecimento na minha visão da ciência.”

Bass cresceu no Chipre e mais tarde e estudou física numa universidade nos EUA. Trabalhou como engenheiro e, a seguir, decidiu fazer um doutoramento em neurociências. Mudou-se para Lisboa, em 2012, para fazer um pós-doutoramento no Laboratório de Neurociência dos Sistemas do Centro Champalimaud. Fala inglês, grego, árabe e português (os dois últimos menos do que os dois primeiros). O seu rosto ilumina-se quando sorri.


 

Marina Fridman is a PhD student in the Cortical Circuits Lab at the Champalimaud Centre for the Unknown

 


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