Humans of Science: Basma Husain

(Photo: Marina Fridman)

Who are today’s scientists? Inspired by the project “Humans of New York”, Ar Magazine turns the spotlight on individual humans of science every month.

Name: Basma Husain
Lab: Neuroethology Lab
Project title: The role of the medial hypothalamus in female sexual behavior

Do unto others as you would have them do unto you that’s my motto.

My first few months in Portugal were very hard. No amount of TV shows or Hollywood movies can prepare you for the culture shock of moving from India to a western country, and probably vice versa too. Such basic parts of everyday life are different. Like the streets at night I moved from Mumbai to Belem. In Mumbai, the streets are never empty; the hustle and bustle accompanies you around the clock. In Belem though, there is not a soul to be seen after dark. At the beginning it was unexpected, and I found it a bit sad, but soon I grew accustomed to the peace and quiet and now I even complain when I feel there are too many people (tourists) around! And the food… I never cooked before I lived in Portugal, but after I came here I realized if I didn’t learn to cook I wouldn’t survive. I missed all the spices and flavors of home. But I’ve begun to really appreciate Portuguese fish. While in India fish was not an important part of my diet, it has become an integral part of it now. Even the money – it took me months to learn to not convert all the prices into rupees.

No matter how stressful it was when I started out here, it was great to come out of my comfort zone. And now Lisbon has become a part of my comfort zone! I’ve learnt a lot after coming here, made great friends, and grown so much as a person that I wouldn’t trade the experience for anything.”

Basma split her childhood between Saudi Arabia and India. She studied zoology, botany and chemistry for her bachelor’s, did a masters in Mumbai, and then moved to Portugal for her PhD at the International Neuroscience Doctoral Programme of the Champalimaud Foundation. She is the fourth out of five sisters. The first thing she would buy if she won the lottery is a grand piano.

(Em português)

“Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti – esse é o meu lema.

Os meus primeiros meses em Portugal foram muito difíceis. As diferenças básicas na vida quotidiana são de tal ordem que não há suficientes programas de TV, nem filmes de Hollywood, que nos preparem para o choque cultural que significa uma mudança da Índia para um país ocidental (e provavelmente vice-versa). Um exemplo são as ruas à noite. Mudei-me de Mumbai para Belém [em Lisboa]. Em Mumbai, as ruas nunca estão vazias; o rebuliço acompanha-nos 24 horas por dia. Mas em Belém, não há vivalma depois do anoitecer. No início, eu não estava à espera disso e achei um pouco triste, mas rapidamente me habituei à paz e ao sossego – e agora, até me queixo quando sinto que há demasiada gente (turistas) à minha volta! E a comida… Nunca tinha cozinhado antes de vir para Portugal, mas quando cheguei percebi que, se não aprendesse, não ia conseguir sobreviver. Tinha saudades das especiarias e dos sabores de casa. Mas comecei a realmente apreciar o peixe português. Na Índia, o peixe não fazia parte da minha dieta, mas já o integrei totalmente. Até com o dinheiro, demorei meses a parar de fazer a conversão dos preços para rupias.

Apesar do stress inicial, foi fantástico sair da minha zona de conforto. E agora, Lisboa faz parte da minha zona de conforto! Aprendi muito com a minha vinda para cá, fiz grandes amigos e cresci tanto como pessoa que não trocaria esta experiência por nada no mundo.”

Basma passou a sua infância entre a Arábia Saudita e a Índia. Formou-se em zoologia, botânica e química, fez o mestrado em Mumbai e a seguir veio para Portugal fazer o doutoramento no International Neuroscience Doctoral Programme, o programa doutoral da Fundação Champalimaud. É a quarta de cinco irmãs. Se ganhasse a loteria, a primeira coisa que faria era comprar um piano de cauda.

Marina Fridman is a PhD student in the Cortical Circuits Lab at the Champalimaud Centre for the Unknown

 


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